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domingo, 16 de setembro de 2018

Brincadeiras Indígenas e a BNCC

Brincadeiras Indígenas e a BNCC

O trabalho com brincadeiras indígenas está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pois promove o respeito à diversidade cultural, o desenvolvimento corporal e a valorização das tradições dos povos originários.

Educação Infantil – Campos de Experiência

O Eu, o Outro e o Nós (EI03EO03): Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
As brincadeiras coletivas, como cabo de guerra e corrida adaptada, fortalecem o respeito e o trabalho em grupo.

Corpo, Gestos e Movimentos (EI03CG02): Demonstrar controle e adequação do uso do corpo em brincadeiras e jogos.
Atividades como peteca e arremesso ao alvo desenvolvem coordenação, equilíbrio e noção espacial.

Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação (EI03EF01): Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre vivências culturais.
Rodas de conversa após as atividades possibilitam reflexão sobre cultura indígena.

Ensino Fundamental – Anos Iniciais

Educação Física (EF12EF01): Experimentar e fruir diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional.
As brincadeiras indígenas ampliam o repertório cultural dos estudantes.

História (EF02HI03): Identificar e comparar costumes e tradições de diferentes grupos sociais.
A pesquisa sobre povos indígenas fortalece o reconhecimento da diversidade cultural brasileira.

Artes (EF15AR04): Experimentar diferentes formas de expressão artística inspiradas em culturas diversas.
A confecção de petecas e elementos simbólicos integra arte e cultura.

Competências Gerais da BNCC Envolvidas

  • Valorização da diversidade cultural.
  • Empatia e cooperação.
  • Conhecimento e respeito às identidades culturais.
  • Autoconhecimento e cuidado com o corpo.

Ao trabalhar brincadeiras indígenas, o professor promove uma aprendizagem significativa, alinhada à legislação educacional e comprometida com uma formação cidadã e culturalmente consciente.

Plano de Aula – Brincadeiras Indígenas

Turma: Educação Infantil (4 e 5 anos) / Anos Iniciais
Duração: 1 aula de 50 minutos (podendo ser ampliada para projeto semanal)
Área: Educação Física / História / Artes
Tema: Brincadeiras Indígenas e Valorização Cultural

Justificativa

Trabalhar brincadeiras indígenas na escola contribui para o reconhecimento e valorização da cultura dos povos originários do Brasil. Além de promover o desenvolvimento motor, as atividades fortalecem o respeito à diversidade cultural e incentivam a cooperação entre as crianças.

Objetivos

  • Valorizar a cultura indígena como parte da identidade brasileira.
  • Desenvolver coordenação motora ampla e equilíbrio.
  • Estimular cooperação e respeito às regras.
  • Promover experiências corporais por meio de jogos tradicionais.

Habilidades da BNCC

Educação Infantil:

  • EI03EO03 – Ampliar relações interpessoais e atitudes de cooperação.
  • EI03CG02 – Demonstrar controle e adequação do uso do corpo em brincadeiras.

Ensino Fundamental:

  • EF12EF01 – Experimentar e fruir brincadeiras da cultura popular.
  • EF02HI03 – Identificar costumes e tradições de diferentes grupos sociais.

Metodologia

1º Momento – Roda de Conversa (10 minutos)
Conversar com as crianças sobre os povos indígenas do Brasil. Perguntar se conhecem alguma brincadeira diferente. Explicar que irão vivenciar brincadeiras tradicionais indígenas.

2º Momento – Vivência das Brincadeiras (30 minutos)

• Corrida Adaptada: Em duplas ou equipes, as crianças carregam uma bola grande ou bambolê até um ponto determinado.

• Peteca: Brincar livremente ou em pequenos grupos tentando manter a peteca no ar.

• Cabo de Guerra: Dividir a turma em dois grupos e reforçar a importância da cooperação.

3º Momento – Reflexão Final (10 minutos)
Realizar uma roda de conversa perguntando: "O que vocês sentiram?" "Foi mais fácil sozinho ou em grupo?" "Por que é importante respeitar outras culturas?"

Recursos

  • Bambolês ou bolas grandes
  • Corda para cabo de guerra
  • Petecas (ou confeccionadas com papel e fita)

Avaliação

A avaliação será contínua, observando a participação, o respeito às regras, a cooperação e o interesse pela temática cultural apresentada.

Possível Ampliação

  • Confecção de petecas em aula de Artes.
  • Painel coletivo sobre cultura indígena.
  • Pesquisa sobre diferentes povos indígenas do Brasil. Atividade Dia dos Povos Indígenas - Anos Iniciais

    Dia dos Povos Indígenas: Atividade para os Anos Iniciais

    Uma proposta pedagógica para trabalhar a diversidade cultural e a ancestralidade de forma lúdica e respeitosa.

    1. Projeto: Palavras que Brotam da Terra

    O objetivo desta atividade é conectar o vocabulário das crianças com a herança Tupi-Guarani, mostrando que a cultura indígena está viva no nosso dia a dia.

    • Dicionário Ilustrado: Os alunos pesquisam nomes de animais e frutas de origem indígena e criam um mural coletivo.
    • Oficina de Peteca: Construção do brinquedo tradicional (do tupi pe'teka: bater com a palma da mão) usando jornal e retalhos.

    Vocabulário para Explorar

    Palavra Significado Original
    PipocaPele estourada
    GuriMenino / Bagre novo
    AbacaxiFruta cheirosa
    IpanemaÁgua ruim / Rio impróprio
    Nota ao Professor: Evite estereótipos como pinturas faciais genéricas ou uso de penas de plástico. Prefira valorizar a diversidade das mais de 300 etnias existentes no Brasil atual, utilizando a arte e a história dos povos.

    Roteiro Teatral: A Lenda da Vitória-Régia

    Uma curta peça para encenar com a turma.

    Narrador: Antigamente, diziam que a Lua, Jaci, descia à Terra para transformar as moças em estrelas. Naiá, uma jovem indígena, sonhava em brilhar no céu.

    Naiá: Olhe, Jaci! Como você é linda. Eu queria tanto brilhar junto com as estrelas lá no alto!

    Narrador: Certa noite, Naiá viu o reflexo da Lua no rio. Ela pensou que a Lua estava ali para buscá-la e mergulhou nas águas profundas.

    Naiá: Jaci, você veio me buscar! (Mergulha suavemente no tecido azul no chão).

    Narrador: Jaci, comovida com tanto carinho, não a transformou em uma estrela do céu, mas na Estrela das Águas: a Vitória-Régia, que abre suas pétalas brancas apenas ao luar.

    Todos: Nossa cultura vive em nossas histórias!

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